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Histórico da Nossa Tribo

              Enfocamos o histórico dantesco de uma tribo de ciganos, procedentes do norte da Europa, antiga Gália, que hoje está encarnada e materializada no Planalto Central, denominada de Tribo Cigana da Casa de São Sebastião, oriunda das suas muitas passagens encarnatórias pelo Planeta Terra.

                 Essa tribo foi guiada por um espírito chamado Amâncio, que teve por missão conduzir todo o seu povo rumo ao encontro daquele que viria a mudar o destino de toda a humanidade.

                Assim, seguiram em suas andanças, sem perder o ideal, razão de conservarem em seu meio o segredo e os valores milenares apreendidos ao longo de suas caminhadas pelas estradas, fato este que perdurou por longos anos e séculos, perpassando por todas as fases históricas planetárias, chegando, por fim, até aqui no ano de 1983 depois de Cristo.

              Aquele povo, ao se radicarem na Terra do “Pão e do Mel”, conservou os seus costumes, prevalecendo a lei de não mesclarem as cores rubro e negro, bem como jamais participarem de rituais que fossem contaminados com qualquer tipo de sacrifício.

             Contam-nos os veteranos Espíritos que se apresentam por meio das incorporações, psicografia ou, ainda, por meio da visão mediúnica, que um Grandioso Espírito advindo do “corisco das estrelas”, em determinada fase histórica, pousou sua cintilante nave sobre um monte e ali se materializou. Vindo a orientar e responsabilizá-los pelo uso coerente da ciência e da magia, principalmente pela previsão do destino daquele povo que, a partir daquele momento, tomaria por responsabilidade os ensinamentos e as orientações referentes aos caminhos rumo à grande alvorada que os aguardava para o momento da grande transição planetária.

             Conscientizados, desceram o monte e, ao sopé deste, nas proximidades de um riacho, montaram seu acampamento e, junto aos seus vordons (carroções coloridos), realizaram uma grande festa em volta de uma enorme fogueira, onde dançavam contagiosamente ao som de palmas, flautas, acordes e lindos cantos em suas melodias transcendentais.

              Ali, o Sacerdote Maior, após traçar os mapas astrológicos e bisbilhotar o céu em respeito ao clima e ao movimento dos astros, lançou mão dos seus métodos de vaticínios e, em seguida, deu ordem para que seu povo partisse rumo ao local que fora revelado e delineado anteriormente e, de pronto, se destinassem na árdua missão que os esperava: a de uma longa e cansativa viagem a Belém.

Transpassando os seus reveses, em determinado dia, viram à sua frente a manjedoura onde acabara de nascer o novo Messias, o qual tinha por missão oferecer a Salvação, a Luz e a Libertação para todos os povos.

             Todos ficaram a meditar, lembrando quando na noite anterior o chefe daquela tribo, ao reuni-los, foi solícito para que juntos voltassem os olhos para o céu e, para espanto de todos, um enorme clarão, semelhante ao da aparição do corisco, uma estrela cadente riscando o céu em sua luz fluorescente, lhes indicava o caminho a ser seguido até o local onde nasceria o jovem Messias.

              Ao se aproximarem do local apresentado anteriormente, não tiveram dificuldade de chegar ao estábulo, onde o encontraram deitado em uma manjedoura, ao lado de sua Mãe e de seu Pai.

             Ali, demonstraram certo espanto ao verem-no sendo reverenciado pelos seres Angelicais, que, munidos de duas asas, revoavam sobre a manjedoura. De joelhos, em sinal de respeito ao Jesus Menino e sua Sagrada Família, meditavam a respeito dos riscos no céu e então depositaram os seus presentes em sinal de aceitação à grande e árdua missão do sempre servir. Compreensivos, respeitaram e reverenciaram o menino Deus, presenciando a chegada dos 3 Reis Magos, os quais, em suas vestimentas carnais, apresentavam-se em sua tez negra, amarela e vermelha e ofereceram a Ele as riquezas do oriente: o ouro, o incenso e a mirra.

             Todos daquela tribo lembravam com veemência a mensagem deixada pelo Corisco das Estrelas que lhes afirmara: “... Ele quer que tenhamos: caridade, fé e amor” e, após pequena pausa, asseverou: “... É preciso que tenham compromisso, responsabilidade e atitude!” Passando este a se tornar o lema daqueles ciganos, senhores das estradas.

            A partir de então, aquela tribo cigana comprometeu-se a trabalhar e a lapidarem-se, indo ao encontro da paz interior, da caridade para com o próximo, da fé no Criador, do amor às coisas do sagrado e do respeito às suas origens e à divulgação da Doutrina do Menino Deus em nome do amor ao próximo, na tarefa do sempre servir. (...)

            Conscientizados, passaram a acompanhar Jesus nas peregrinações por toda a Palestina, presenciando o seu nascimento, martírio e ressurreição.

Os anos seguiam marcados pela ampulheta do destino e, mediante o Livre Arbítrio, alguns caíram “das carroças no meio do caminho” e se perderam no pó da estrada. Por sua vez, quase todos conseguiram seguir a jornada proposta de juntos retornarem para a sua Pátria espiritual, ou seja, o Reino Virginal (...).

             Aqueles que fugiram da Lei física e não fizeram uso correto da Lei do Livre Arbítrio comprometeram-se carmicamente e a eles foi aplicada a Lei de Causa e Efeito mediante a Ação e Reação, obedientes ao trajeto cármico daquela até a presente encarnação, em sua última reestruturação no ajuste final desta para outras existências.

           Hoje, guiados nos planos Espirituais pelo seu Sumo Sacerdote: o Cigano Amâncio e sua companheira a Cigana Malvina, no compromisso do sempre servir, se estruturaram no processo do resgate das almas por meio da Cabala iniciática de São Sebastião, seguindo os passos demarcados pelo seu Dirigente encarnado na condição de Evandro, na corporação do nosso irmão mais velho em Ewor XVIII.

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