Dia de Finados
- Thays Alves

- 5 de nov. de 2024
- 3 min de leitura

Para melhor entendermos o que realmente é o Dia de Finados, precisamos compreender o significado desta palavra a qual, é um adjetivo que qualifica ¨alguém que finou¨ ou seja, está morto e por sua vez, este é voltado ao Dia dos Mortos. A nossa doutrina, mantendo os valores transcendentais, considera o Dia dos Mortos, como um portal dimensional onde as emoções se afloram, abrindo o entendimento humano mediante a Comunicação com os Mortos que aqui realizamos, momento em que aproximamos cada vez mais um do outro de forma, a vencermos juntos, a barreira que nos separam, onde tudo passa a se tornar apenas a continuação... Neste dia, homenageamos aqueles que desencarnaram e voltaram à Pátria Espiritual, pois somos cientes que não morremos quando baixamos à sepultura, baseando nos ensinamentos de Jesus: “deixai os mortos enterrarem os próprios mortos” desta forma, quando lembramos dos nossos entes queridos que já fizeram a sua passagem para o Além Tumulo, ao “ descerem a Mansão dos Mortos” devolvemos-lhe à vida, pois permanecerão eternamente em nossos pensamentos e em nossos corações... Fazemos pois, uma celebração da Vida ultrapassando as fronteiras do pós morte pois neste dia: o de Finados, as pessoas lavam, pintam e enfeitam os túmulos dos seus entes queridos com flores, acendem velas enquanto outras, mandam rezar missas para estes, razão deste se tornar um Dia Especial e ao mesmo tempo muito triste, pois é através das homenagens que terminam por cultuar o sofrimento pela dor da perda, por meio das saudades que nos invade a alma, razão das homenagens póstumas. A nossa doutrina é de libertação, razão de nos orientar, embora não nos proíba de visitarmos os cemitérios ao passo que, aqui no Templo em meio as nossas atividades espirituais, podermos fazer muito mais em favor dos nossos entes queridos que já desencarnaram, pois somos constantemente visitados por eles, por meio de uma ponte mediúnica que nos permite a ¨comunicação entre os vivos e os mortos¨ ou seja: os Encarnados e os Desencarnados, sendo por vezes muito comuns o choro nesses momentos, devidos as saudades gerada pelo reconhecimento da perda física... Nós que vivemos uma doutrina esclarecedora, devemos por meio da Conduta Doutrinária fazermos bom uso do nosso livre arbítrio, de forma a aproveitar ao máximo a nossa estadia planetária, razão de respeitarmos as crenças e os sentimentos do nosso próximo no tocante a este dia tão triste, cientes de que cada pessoa encara a morte conforme os seus valores mais íntimos. Aqui em nosso meio doutrinario, no Dia de Finados, nos reunimos às 8hrs onde iniciamos uma serie de trabalhos vibracionais, voltados aos mortos dentre eles: a) Chamada Vibracional - Atende os pedidos dos que nos procura desejos de ajudar os seus entes queridos bem como, pessoas que marcaram a sociedade como por exemplo, artistas, cantores dentre outros de referencia para a doutrina; b) Incineração pela queima das vibrações nas piras funerárias e, c) Comunicação com os Mortos - Este é o auge, pois as pessoas que previamente solicitaram este possível contato, aguardam ate as 18hs, quando inicia-se este Trabalho. Obedientes aos ensinamentos da Madre Igreja, respeitamos o que nos deixou os Santos Papas: Silvestre II, Joao XVII e Leão IX, quando reconheceram a tão necessária celebração, razão de conservar a crença na Vida após a Morte assim como a ressurreição dos mortos, à luz do Cristo de Deus, ao afirmarem: “...morrendo na Fé em Deus, podemos levar conosco algumas imperfeições até nos livrar-nos delas para o reencontro com Deus como meio de purificação” Encontramos também no Antigo Testamento, sinais esclarecedores que testemunham a Fé na “comunhão entre os vivos e os mortos” salientando a fé na Vida além da Morte, conforme Macabeus:2Mc 12, 43-45 “... marcou sacrifícios no templo de Jerusalém como intercessão pelos soldados mortos em combate”. Respeitamos pois, a cada dia mais, o direito inviolável da individualidade, pois nos deparamos com muitos Espíritos que já desencarnados, terminam por voltar e a nos relatar fatos existências de suas vivencias em outros planos em meio às múltiplas existências, salientando o que nos disse Jesus, conforme João 14.2: ”...na casa de meu Pai tem muitas moradas” e “vou preparar-vos lugar” e ainda: ”...mesmo vós sabeis para onde vou, e conheceis o caminho¨. Desta forma, não podemos esquecer que em nosso meio espiritualista, recebemos entes queridos e ate desconhecidos, em busca do auxilio, cientes de que todos os dias, celebramos os que já morreram. E assim, convivemos nos dias dos nossos Trabalhos Espirituais, com grande frequência justamente com estes seres que buscam o amparo no além tumulo, no descortinar de uma nova existência... "Louvado sejas, meu Senhor por nossa irmã a morte corporal, da qual homem algum vivente pode escapar".




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